Glossário de Finanças

Todos os termos que aparecem nas calculadoras, explicados de forma simples.

Juros e taxas

Juros compostos
Juros que incidem sobre o capital inicial e também sobre os juros já acumulados. É o "juros sobre juros" — por isso o dinheiro cresce cada vez mais rápido com o tempo.
Aporte
O valor que você adiciona ao investimento todo mês. Aportes constantes, mesmo pequenos, fazem grande diferença no longo prazo.
Valor presente
Quanto um pagamento futuro vale hoje. R$ 1.000 daqui a um ano valem menos que R$ 1.000 hoje, porque hoje esse dinheiro poderia render.
Valor futuro
Quanto um valor de hoje se torna depois de um tempo rendendo a uma taxa.
Fator de juros
O quanto o dinheiro é multiplicado ao longo do tempo: (1 + taxa) elevado ao número de períodos.
Taxa nominal × taxa efetiva
A nominal é proporcional (12% ao ano "vira" 1% ao mês por divisão); a efetiva considera os juros compostos.
Taxa equivalente
Taxas em períodos diferentes que rendem exatamente o mesmo no fim, de forma composta. 1% ao mês equivale a ~12,68% ao ano: (1 + 0,01)12 − 1.
Capitalização
A frequência com que os juros são incorporados ao saldo: diária, mensal ou anual.
Rentabilidade
Quanto um investimento rendeu além do valor que você aplicou do próprio bolso.
Juros embutidos
O custo do parcelamento escondido na diferença entre o total parcelado e o preço à vista.
CET
Custo Efetivo Total: a taxa cheia de um financiamento, com juros, tarifas, seguros e IOF, em base anual.

Investimentos e renda fixa

CDI
Taxa de referência da renda fixa, muito próxima da Selic. Serve de parâmetro para comparar rendimentos.
Selic
Taxa básica de juros da economia, definida pelo Copom. Baliza o CDI e o rendimento da renda fixa.
IPCA
Índice oficial de inflação no Brasil. Mede a alta dos preços e é usado para corrigir valores e títulos.
Rendimento nominal
A taxa anunciada de um investimento, sem descontar inflação nem impostos.
Rendimento real
O ganho de verdade, já descontada a inflação — o que aumenta seu poder de compra.
Retorno real
O rendimento já descontada a inflação, usado em planejamento de longo prazo e independência financeira.
IR regressivo
Tabela de Imposto de Renda da renda fixa: 22,5% até 180 dias, 20% até 360, 17,5% até 720 e 15% acima de 720 dias, só sobre o rendimento.
IOF
Imposto cobrado apenas em resgates feitos nos primeiros 30 dias, de forma decrescente.
CDB
Certificado de Depósito Bancário, investimento de renda fixa tributado pela tabela regressiva de IR.
LCI / LCA
Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio, isentas de Imposto de Renda para pessoa física.
Taxa de equivalência
O percentual do CDI que um CDB tributado precisaria pagar para render o mesmo líquido de uma LCI isenta.
Tesouro Selic
Título público pós-fixado que acompanha a Selic; baixa oscilação, ideal para a reserva de emergência.
Tesouro IPCA+
Título público que paga a inflação (IPCA) mais um juro real fixo, protegendo o poder de compra.
Tesouro Prefixado
Título público com taxa fixa definida na compra; sofre marcação a mercado se vendido antes do vencimento.
Taxa de custódia
Tarifa da B3 sobre o valor investido no Tesouro Direto, hoje em torno de 0,20% ao ano.
FGC
Fundo Garantidor de Créditos, que protege aplicações como CDB, LCI e LCA até um limite por instituição.
Marcação a mercado
Variação diária do preço de um título. Vender antes do vencimento pode gerar ganho ou perda.
Dividendos
Parte do lucro que empresas e fundos distribuem aos investidores, em dinheiro.
Dividend yield
O percentual de proventos pagos por ano em relação ao preço investido.
Yield on cost
O dividend yield calculado sobre o preço que você pagou, não sobre o preço atual.
Renda passiva
Ganho recorrente que não exige seu trabalho ativo, como aluguéis e dividendos.

Crédito e dívidas

Tabela PRICE
Sistema de financiamento com parcelas fixas. No começo, a maior parte da parcela é juros; com o tempo, passa a amortizar mais o saldo.
SAC
Sistema de Amortização Constante. A parcela começa maior e diminui mês a mês; paga menos juros no total que o PRICE.
Amortização
A parte da parcela que efetivamente abate o saldo devedor. O restante é juros.
Saldo devedor
Quanto você ainda deve do financiamento ou da dívida. A cada parcela paga, ele diminui.
Bola de neve
Estratégia de reforçar o pagamento de uma dívida para acelerar a quitação e cortar juros.
Pagamento mínimo
O menor valor aceito pela fatura. Pagar só ele faz a dívida durar muito e custar caro.
Valorização
O quanto um bem, como um imóvel, aumenta de preço ao longo do tempo, geralmente em percentual ao ano.

Planejamento e vida financeira

Reserva de emergência
Dinheiro reservado para cobrir gastos em imprevistos, sem precisar se endividar. Deve ficar em algo líquido e seguro.
Liquidez
A facilidade de resgatar um investimento rápido, sem perder valor — essencial para a reserva.
Gasto essencial
O mínimo para viver: moradia, comida, contas, transporte e saúde — sem supérfluos.
FIRE
Do inglês "Financial Independence, Retire Early" — juntar patrimônio suficiente para viver de renda.
Regra dos 4%
Sacar 4% do patrimônio por ano tende a fazê-lo durar indefinidamente, daí o alvo de "25 vezes o gasto anual".
Custo de oportunidade
O que você abre mão ao escolher uma opção — por exemplo, o rendimento perdido ao gastar em vez de investir.
Valor-hora real
O que sobra da sua renda por hora, descontados o tempo invisível e os custos de trabalhar.
Tempo invisível
Horas que o trabalho consome além do expediente: deslocamento, preparo e disponibilidade.
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